quinta-feira, 10 de junho de 2010

Prólogo

Enquanto escrevo, uma forte chuva inunda toda a cidade e eu vejo as gotas grossas caindo sobre os telhados, ofuscando a luz amarelada das lâmpadas de mercúrio. Quando chove assim, parece que a cidade está sendo lavada de seus pecados, mas só parece. Da janela do meu quarto vejo a chuva desabando sobre a cidade como lágrimas vindas do céu, mas nem tudo é o que parece - deus não perderia tempo chorando por ninguém.

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