Cheguei ontem na cidade. Minha perna ainda doía pra caralho. Trouxe a Magnum intocada no case da guitarra. Me hospedei nesse hotel barato para passar a noite. Dei um nome falso e paguei com o cartão de crédito de outra pessoa. É foda sair fugido da sua cidade natal. Pior ainda se a cidade tiver menos de dez mil habitantes que reconheceriam sua cara estampada num cartaz na parede da delegacia de polícia - com a palavra PROCURADO escrita em grandes letras vermelhas.
Até agora não consgui achar um lugar adequado para a encomenda. Essa porra está fedendo e vai começar a chamar a atenção. Merda, isso é um pesadelo. Quando foi que a minha vida se transformou nisso? Melhor nem pensar.
Ligo a t.v. para aumentar o meu ódio.
Bosta! Devia ter pedido um quarto com frigobar. Isso resolveria o problema pelo menos por enquanto. Desço até a recepção para comprar mais gelo. A atendente até que é gostozinha e tá me dando chance. Talvez eu foda com ela pra aliviar a tensão. Talvez eu foda.
- Ei moço! Talvez seja melhor você mudar de quarto. Pegar um com frigobar. Que cê acha?
- Tá bom assim. - Eu disse.
- Jura? Você não ia precisar de todo esse gelo né... além do mais...
Parei em frente a garota com o pacote de gelo debaixo do braço.
- Além do mais existem coisas melhores do que assistir televisão.
Fodemos no meu quarto sem frigobar.
Ela tinha os peitos gordos, cheios de estrias perto dos mamilos. Isso estava oculto pelo decote quando eu os fitava descaradamente na recepção. Você sabe, a propaganda é a alma do negócio. E ela tinha a boceta apertada e uma bunda bem redonda e durinha. Bem que valeu a pena. Ela só podia ficar quinze minutos fora da recepção por isso fomos direto ao assunto. Quando gozamos ela começou a se vestir e me perguntou quanto tempo eu ficaria ali. Eu não sabia, podia levar semanas ou amanhã mesmo estaria fora. Disse que a avisaria quando soubesse e ela me mostrou seus belos dentes amarelos.
- O que é aquilo? - Ela perguntou apontando o pacote embrulhado em jornal.
- Um animal morto.
- Argh! Porque você carrega isso? O que vai fazer com ele?
- Não é da sua conta.
- Essa coisa tá fedendo. Você vai empalhar ou coisa assim? Era seu bichinho de estimação, não era?
- Vou empalhar.
- Tadinho. Vou arrumar um esopor pra você. Depois eu volto.
Vestiu seu Jeans rasgado nos joelhos e a blusinha recortada no decote para exibir melhor seu produto. Desceu a escada e eu fiquei deitado nu sobre o lençol molhado e encardido. Não sobrou nenhuma cerveja e tive que destampar a garrafa de Jack Daniel´s com as chaves. O whisky desceu queimando a garganta e o estômago, depois amorteceu minha lingua e a minha mente. Foi fácil engolir metade da garrafa. Quando a garota voltou com a caixa, agarrei seus cabelos e puxei pra dentro do quarto. Ela olhou para meu rosto: olhos vidrados. Olhou para o criado mudo: Meia garrafa de whisky. Tentou abrir a porta atrás de si rapidamente mas eu já havia bloqueado sua passagem com o braço. Ela me olhou chorosa sabendo o que tinha que fazer. Baixou a cabeça em direção ao meu pau e começou a chupar entre gemidos e soluços.
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